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O Movimento Estudantil

           Quando pesquisada na Internet, a história dos movimentos estudantis no Brasil é traçada, muitas vezes, a partir da Ditadura Militar; apenas, quando muito, outros sites pontuam a participação estudantil no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932. Mas a nossa história é muito maior que isso.

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       Os registros mais antigos de atuação do corpo estudantil encontrados corroboram a afirmação anterior: datam de 1710, quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro; naquele momento, há trezentos e oito anos, estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentaram, venceram e expulsaram os militares europeus.

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            De três séculos para cá, as manifestações vocalizadas por agremiações de educandos foram tão diversas quanto poderiam ser: há registros da participação de estudantes indo de importantes conjuradores na Inconfidência Mineira a delatores das atrocidades ocorridas em Canudos; de atores protagonistas na campanha nacional “O Petróleo é Nosso!” a indeléveis opositores à já citada Ditadura Militar; de militantes compondo uma grande fatia da multidão pedindo as ‘Diretas Já’ a perquiridores pró-impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Estudantes brasileiros, em muitos outros momentos, fizeram-se presentes nas discussões sociais – fosse em escala nacional, fosse em âmbitos regionais. E é aqui que os Grêmios entram em destaque.

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            Os Grêmios Estudantis ganham caráter institucional assegurado por lei no ano da segunda redemocratização brasileira, em 1985 – via Lei nº 7.398. A esta se seguiram outras quatro; todas reafirmando a condição de autonomia e democracia das já nomeadas instituições; órgãos máximos de representação da comunidade estudantil.

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            Entretanto, o Grêmio experimentou tortuosa instabilidade, no Guaracy. Desde a abertura política, em ’85, as iniciativas de edificar uma agremiação vingaram por pouco tempo. Com o passar dos anos, coordenadores, professores e até alunos perderam as esperanças de que um dia o projeto daria certo, antecipando a dissolução das chapas antes mesmo destas tomarem posse. Tal descrença não é, porém, destinada apenas ao Grêmio; todas as iniciativas de representação popular, sejam perenes ou fluidas, os Três Poderes ou os grupos militantes, foram postas em xeque pela população, no panorama político do País.

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          Os movimentos estudantis da atualidade são criticados por não possuírem, em geral, grandes causas, e por “não mais exercerem a função universitária de pensar, discutir com profundidade e ir à população” (Roberto Romano, professor de Ética e Política da Unicamp). Com tantas bandeiras para erguer, a comunicação entre grupos pode sofrer com muito ruído, e o senso de urgência pode se tornar desconexo. Com o passado pulverizado à beira do esquecimento, urge a necessidade de revisitar a História e repensar o futuro. O Grêmio serve para dar unidade à cacofonia de ideias e para dá-las concretude, e a participação de todos impulsiona o desenvolvimento do protagonismo estudantil na sociedade. Colabore, e você – e todos – colherão os bons resultados do amanhã.

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Para criar raízes,

Chapa Pindorama.

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- Victoria Silva, Diretora Social.

© 2017 por Grêmio Estudantil Anísio Teixeira

(11) 3031-6208

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